Segue abaixo um texto excelente sobre uma das maiores lendas do futebol brasileiro, o suposto roubo a favor do Flamengo contra o Atlético MG na Libertadores de 1981. De fato mesmo somente a choradeira dos mineiros é verdadeira, por que em campo, e fora dele, há somente acusações levianas e desculpas de perdedor de um time que já entrou totalmente "pilhado" com o peso de ter que vence para enfim dar resultado a uma geração inteira do galo que ficou marcada e apelidada de time do quase..... e claro, os antis adoram propagar essa mentira para massagear o próprio ego..... boa leitura a todos e SRN: Cleber Soares
O texto e de Emmanuel da Valle do blog Flamengo Alternativo, segue o link para ver a postagem completa: http://flamengoalternativo.wordpress.com/2011/11/25/mitos-e-fatos-sobre-a-libertadores-de-81/
Sobre o jogo de Goiânia:
5. “José Roberto Wright estava comprado pelo Flamengo. A prova disso é que ele viajou no mesmo avião do time”.
6. “José Roberto Wright expulsou cinco atleticanos injustamente”.
6. “José Roberto Wright expulsou cinco atleticanos injustamente”.

Ainda sobre Wright, árbitro carioca (e notório torcedor do Fluminense) filiado então à Federação Gaúcha, é preciso dizer que sua escalação (bem como de todo o trio, que incluía Romualdo Arppi Filho e Oscar Scolfaro) foi indicada pelo próprio Atlético, que o considerava – até aquela partida – o melhor do Brasil.


Começou aí, estranhamente, o esperneio do Galo: Elias Kalil, revoltado com a escolha, disse que era “um jogo de cartas marcadas”. Mais tarde, acusaria a CBF de integrar a “máfia carioca”.
Era o mesmo Atlético que, dois anos antes, abandonara o Campeonato Brasileiro em plena disputa por se sentir prejudicado pela tabela de seu grupo (que incluía o rival mineiro Cruzeiro, o gaúcho Internacional e o Goiás).
Aliás, aqui cabe mais um parêntese: o único caso comprovado de pagamento de um “por fora” nessa história toda veio do Atlético, que, na semana anterior, enviou dois representantes a Assunção para oferecer uma quantia milionária como “mala branca” ao Cerro ou ao Olímpia, para que derrotassem o Flamengo e, assim, evitassem que o rubro-negro alcançasse o Galo em pontos, o que levaria ao jogo extra, como contou o jornalista mineiro Claudio Arreguy em matéria para o Jornal do Brasil no dia 16 de agosto.
Portanto, era esse Atlético, pilhado contra tudo e contra todos, achando-se o “eterno perseguido” – ainda que tentando tramar nos bastidores e exigindo que fosse feita a sua vontade -, o que entrou em campo naquela partida. Aliás, não só os jogadores. Dirigentes e comissão técnica do Galo invadiram o gramado após a expulsão de Éder para, literalmente, tirar o time de campo.
O jogo começou bastante truncado. Nunes fez falta em Éder no meio-campo. Wright veio correndo em sua direção, e botou o dedo na cara do atacante rubro-negro. Depois Leandro escapou de um carrinho por trás de Reinaldo, mas foi parado por Palhinha. Vaguinho entrou de sola em Júnior, e assim seguia o baile. Até que, em um certo momento, como explica Zico:
“Aconteceram duas porradas lá, uma de cada lado, e o Wright chamou a mim e ao Cerezo, os dois capitães.
- Vão lá e falem pros seus times que o primeiro cara que fizer uma falta por trás, eu vou dar cartão vermelho direto. Pode avisar!
Eu nunca vi isso, primeira vez. Reuni o Flamengo e avisei. Mas não deu cinco minutos. Eu peguei uma bola, o Reinaldo veio por trás e me deu uma tesoura. Aí ele vermelhou.”
- Vão lá e falem pros seus times que o primeiro cara que fizer uma falta por trás, eu vou dar cartão vermelho direto. Pode avisar!
Eu nunca vi isso, primeira vez. Reuni o Flamengo e avisei. Mas não deu cinco minutos. Eu peguei uma bola, o Reinaldo veio por trás e me deu uma tesoura. Aí ele vermelhou.”
Foi a senha. Éder, que teria xingado o árbitro, foi expulso e se ajoelhou no gramado, não acreditando. Palhinha e Chicão também foram expulsos por reclamação.O banco de reservas do Atlético entrou em campo, e o jogo ficou paralisado por cerca de meia hora.
Wright tentou reiniciar o jogo, mas o goleiro João Leite simulou lesão e caiu no gramado, para interromper novamente a partida. A ideia do camisa 1 era que o Galo, que já havia feito duas substituições, ficasse sem o número suficiente de jogadores em campo, e o jogo fosse suspenso. O juiz percebeu e mandou o arqueiro se levantar. O zagueiro Osmar pegou a bola com as mãos e se negou a devolver. Também foi expulso. E o duelo – ou o teatro – terminou.
Um juiz perdido, um time insuflado e outro assustado. Foi um resumo do jogo de Goiânia. a imprensa de todo o país – exceto a mineira, obviamente – foi unânime em inocentar o Flamengo, centrando fogo em José Roberto Wright.Na Placar, Juca Kfouri levantava a hipótese de o árbitro ter agido em vingança pessoal contra Vaguinho, que, quando ainda defendia o Corinthians, teria agredido o juiz num amistoso com o Fluminense.
Em artigo brilhante publicado na mesma Placar, na edição de 12 de março de 1982, o jornalista e escritor mineiro Roberto Drummond, atleticano histórico, era preciso ao detectar, já no título: “O mal do Galo é cultivar a neurose do Flamengo”. Segundo ele, desde a derrota por 5 a 1 no célebre amistoso de 1979 em que Pelé vestiu a camisa rubro-negra, os atleticanos viviam uma obsessão: dar o troco na mesma moeda.
Vale a pena citar um trecho do artigo que faz menção ao jogo de Goiânia:
“Uma obrigação, por sinal, que só ajuda ao Flamengo, na medida em que os jogadores do Atlético entram em campo carregando um peso mais elevado que as sacas de café que os estivadores de Santos carregavam: a obrigação de liquidar o Flamengo de Zico e Raul. O resultado, vocês sabem: os jogadores do Atlético perdem a cabeça, como Reinaldo perdeu várias vezes, acabam expulsos e acontecem cenas como as do Serra Dourada.”
7. “O Atlético tinha um time muito melhor e golearia o Flamengo se o jogo tivesse continuado”
O Atlético tinha um grande time, isso é inegável. Cinco jogadores (João Leite, Luizinho, Cerezo, Reinaldo e Éder) tinham passagem pela Seleção de Telê, e outros não menos experientes – como Chicão, Palhinha, Osmar Guarnelli e Vaguinho – completavam a equipe.Todo mundo ali evidentemente sabia jogar. Porém, no entanto, às vezes apelava. Basta lembrar de um lance frequentemente omitido nas discussões e ocorrido no jogo de ida da decisão do Brasileiro de 1980, entre os mesmos clubes, no Mineirão.
Bola alçada na área do Flamengo, e Palhinha se aproveita do tumulto para desferir uma cotovelada em Rondinelli. O zagueiro vai de encontro à trave e cai, dentro da área. O juiz Romualdo Arppi Filho (bandeira do jogo de Goiânia, lembrem-se) nada marca. Rondinelli deixou o gramado desacordado, com afundamento no malar e fratura na mandíbula, e desfalcou o Fla na partida de volta, no Maracanã.
Parêntese fechado, do outro lado havia o Flamengo. Raul, Júnior, Tita, Zico e Nunes já haviam sido chamados por Telê, assim como Vítor, reserva de Andrade. Leandro debutaria na Seleção no mês seguinte. E Adílio seria convocado em março de 1982. Precisa dizer mais?
Se ainda restar dúvida de que os times, no mínimo, se equivaliam (ou seja, ignorando a superioridade rubro-negra, tenha ela a proporção que tiver), vamos aos números. Nos cinco anos anteriores, os confrontos diretos entre eles registraram os seguintes resultados:
Flamengo 2 x 1 Atlético-MG (Campeonato Brasileiro, Maracanã, 31/10/76)
Atlético-MG 0 x 2 Flamengo (amistoso, Mineirão, 06/08/78)
Flamengo 5 x 1 Atlético-MG (amistoso, Maracanã, 06/04/79)
Atlético-MG 2 x 1 Flamengo (amistoso, Mineirão, 13/02/80)
Atlético-MG 0 x 1 Flamengo (amistoso, Mineirão, 01/05/80)
Atlético-MG 1 x 0 Flamengo (Campeonato Brasileiro, Mineirão, 28/05/80)
Flamengo 3 x 2 Atlético-MG (Campeonato Brasileiro, Maracanã, 01/06/80)
Flamengo 2 x 1 Atlético-MG (Campeonato Brasileiro, Maracanã, 08/03/81)
Atlético-MG 0 x 0 Flamengo (Campeonato Brasileiro, Mineirão, 25/03/81)
Atlético-MG 2 x 2 Flamengo (Taça Libertadores, Mineirão, 03/07/81)
Flamengo 2 x 2 Atlético-MG (Taça Libertadores, Maracanã, 07/08/81)
Atlético-MG 0 x 2 Flamengo (amistoso, Mineirão, 06/08/78)
Flamengo 5 x 1 Atlético-MG (amistoso, Maracanã, 06/04/79)
Atlético-MG 2 x 1 Flamengo (amistoso, Mineirão, 13/02/80)
Atlético-MG 0 x 1 Flamengo (amistoso, Mineirão, 01/05/80)
Atlético-MG 1 x 0 Flamengo (Campeonato Brasileiro, Mineirão, 28/05/80)
Flamengo 3 x 2 Atlético-MG (Campeonato Brasileiro, Maracanã, 01/06/80)
Flamengo 2 x 1 Atlético-MG (Campeonato Brasileiro, Maracanã, 08/03/81)
Atlético-MG 0 x 0 Flamengo (Campeonato Brasileiro, Mineirão, 25/03/81)
Atlético-MG 2 x 2 Flamengo (Taça Libertadores, Mineirão, 03/07/81)
Flamengo 2 x 2 Atlético-MG (Taça Libertadores, Maracanã, 07/08/81)
Ao todo foram 11 jogos, com seis vitórias rubro-negras (duas delas em Belo Horizonte), duas atleticanas (ambas no Mineirão) e três empates. Se na própria capital mineira o retrospecto era bem equilibrado (no Maracanã, a vantagem rubro-negra era uma verdadeira lavada), o que levaria alguém a crer tão veementemente que em Goiânia, campo neutro, o Galo “golearia”? O Atlético poderia vencer sim, da mesma forma que o Flamengo também poderia. Mas daí a decretar taxativamente é algo que foge a qualquer análise neutra.
No jogo de Goiânia, aliás, o empate nos 90 minutos levaria a uma prorrogação. No tempo extra, o Flamengo – disparado o time com melhor saldo de gols do grupo – finalmente teria alguma vantagem: podia jogar por nova igualdade.
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Abraços